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Artistas sertanejos e empresários querem esquecer o ano de 2023

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Artistas sertanejos e empresários querem esquecer o ano de 2023
Artistas sertanejos e empresários querem esquecer o ano de 2023

Após queda nas vendas de shows e prejuízos milionários, empresários e artistas sertanejos querem esquecer 2023 e preparam shows compactos para o próximo ano

Após quatro anos marcados pela farra com o dinheiro público, artistas sertanejos amargaram o pior ano em faturamento desde 2018, segundo levantamento feito com exclusividade para o site Movimento Country.

2023 foi um ano bem diferente para os artistas sertanejos. Além de terem contratos milionários sendo investigados pelos Tribunais de Contas em todo o Brasil, as prefeituras ficaram mais atentas à péssima repercussão dos cachês milionários que vinham sendo pagos a artistas como Gusttavo Lima e Wesley Safadão, que foram os mais prejudicados com a crise no mercado de shows.

Com uma estrutura milionária, toneladas de equipamentos de som e uma agenda extremamente reduzida, escritórios e artistas operaram no vermelho para manter os altos custos da produção de shows que foram vendidos há mais de dois anos. No entanto, para escapar da multa, tiveram que honrar os compromissos até o final.

Nem festivais renomados como “Amigos” e “Cabaré” escaparam da crise. Após o perrengue este ano, Leonardo anunciou o fim do seu projeto. Já “Amigos” encerra a turnê no próximo mês de dezembro em São Paulo.

Gusttavo Lima passou um verdadeiro sufoco para manter a estrutura e a agenda com seu mega show “Buteco”, que também anunciou o seu fim, para dar espaço a uma turnê mais barata e intimista com “Paraíso Particular”. Além disso, se comparado aos anos anteriores, a agenda do “Embaixador” encolheu mais de 40%.

Hedmilton Rodrigues, do Movimento Country, conversou com uma fonte ligada ao show business que prefere manter seu nome em sigilo. Esta revelou que a crise está feia para os sertanejos: “Está muito caro manter os shows no atual formato. Tudo aumentou, os custos aumentaram e a receita não acompanhou, as contas não fecham. Tem muito empresário deixando de investir, e os artistas estão voltando a depender das gravadoras”.

Música sertaneja perdeu espaço para o funk em 2023

Ana Castela foi um dos raros nomes sertanejos que se destacou este ano (Foto: Divulgação)

Ana Castela foi um dos raros nomes sertanejos que se destacou este ano (Foto: Divulgação)

A música sertaneja vem perdendo espaço para o Funk e o Trap nacional. Nos últimos anos, a música sertaneja tem perdido espaço para o Funk nacional. Embora as rádios, que são meios de comunicação mais conservadores e funcionam com o esquema do jabá, bancado por escritórios que gerenciam a carreira de artistas sertanejos, no meio digital, a música sertaneja já não está em primeiro lugar há algum tempo.

Ana Castela, o atual ícone do Agronejo, que mistura sertanejo com Funk, foi uma das raras exceções a conquistar o primeiro lugar nas plataformas de streaming como Spotify, Deezer e YouTube, acompanhada por Simone Mendes. Nas demais posições, lideram artistas como Iza, Ludmilla e Anitta, além de outros artistas do Funk e Trap nacional.